quarta-feira, 31 de julho de 2013

Experiência de acordar bem cedinho e olhar para o céu


Olá caros amigos, gostaria de compartilhar essa simples porém tão gratificante experiência que tive  hoje logo cedo para que outros também possam experimentar.

A natureza é sem dúvida maravilhosa e apreciar o firmamento está entre algumas das atividades que mais fascinam o homem. Meu pai também é adepto dessa apreciação e me disse que eu veria muito bonito Plêiades pelo binóculo. 

Acordei as 5:30 da manhã para conferir, apontei direto para as estrelas do agrupamento também conhecido como 7 estrelas, apesar de ver apenas 6 a olho nu, e lá estavam tão belas quanto relatara meu pai, visíveis as centenas. Próximo dela estava a Lua no seu último quarto, fininha, de fato belíssima. Contudo o que realmente me deixou espantado foi ver o dia nascendo e também centenas de estrelas ainda brilhantes a olho nu, vi a Constelação de Órion inteira. Pensei, como pode? O Sol já nascendo e eu ver tantas estrelas, para minha surpresa olhei para a esquerda de Órion um pouco para baixo e lá estavam Júpiter, Marte e Mercúrio. 

Sinceramente nunca pensei ver tantos planetas de uma só vez, ainda mais com o dia nascendo. Eles completaram o cenário que já estava maravilhoso, o raiar do dia se aproximando e o céu com estrelas e planetas brilhantes parecendo uma profunda noite.

Abaixo segue a simulação desse momento feita no programa Stellarium:


Realmente valeu a pena acordar cedo para apreciar essa obra de arte do universo, espero que muitos possam ver também.

Abraços

Renato

22º Astronomia na Praça

Foi realizado o 22º Astronomia na Praça no dia 20 de julho de 2013 e foi um sucesso. O público veio em peso, haviam muitos sócios e muitos telescópios. Mesmo as nuvens que teimaram em aparecer não atrapalharam o evento que teve como focos a observação de Vênus que está muito visível nessa época, Saturno bem no alto no estava super brilhante e com ricos detalhes foi possível apreciar sua imagem nos equipamentos mais robustos como os SCT (Schmidt Cassegrain Telescope) de 8 polegadas presentes.

Estava prometido para esse vez um modelo em especial aparecer, especial para mim pois tenho um deles encomendado a muito tempo. É o Skywatcher Dobsoniano Retrátil. A minha curiosidade de ver através dele era enorme. Um colega do CASB me prometeu levar um e acabou que apareceram três deles. Como estava atendendo o público tive tempo que ver apenas através de um deles. Vi a dupla de Alpha Centauro muito bem definida e super brilhante além de NGC 4755 (Caixa de Jóias) um pouco menos brilhante que o normal claro devido a Lua que estava cheia.

Segue imagem do equipamento citado:



Levei o pequeno Vixen 70mm (setentinha) que deixei apontado para a Lua devido a ela própria reduzir o brilho dos outros corpos celestes. Uma curiosidade nesse ponto foi assim que coloquei o tele no chão as crianças me pediam para ver a Lua. Prontamente montei o equipamento com a ocular bem baixa para que elas pudessem ver e foi maravilhoso pois todas as crianças puderam ver sem problemas. Foi gratificante atender aquele pedido e ver a curiosidade delas pela lua resolvida.

Imagem do Vixen Setentinha:



Nesta noite tive o prazer de pegar emprestado do clube o Schmidt Newtoniado Meade de 6 polegadas para esperar pelo meu que está demorando chegar.

É um excelente equipamento originalmente projetado para astrofotografia e muito bom para observação visual.

Segue foto:



Foi uma noite muito proveitosa, não percam os próximos, acompanhem pelo site do CASB www.casb.org.br na parte de Agenda e Eventos.

Abraços

Renato

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Despedida de um Pequeno Notável


Olá astrônomos!

Depois de 6 meses utilizando meu pequeno Órion Maksutov Cassegrain de 90mm terei que me despedir desse  'pequeno notável' pequeno que me trouxe excelentes experiências.

Venderei ele apenas por que necessito adquirir outros equipamentos para o telescópio maior que estou adquirindo, assunto para um tópico futuro.

Descreverei aqui algumas visões que podem incentivar aqueles que querem começar e precisam de um equipamento financeiramente acessível mas que tenha boa qualidade e garanta vistas maravilhosas desse nosso fascinante universo.

Segue uma pequena lista do que vi e do que não vi, com esse telescópio nos céus URBANO e depois RURAL:

URBANO:

Lua MARAVILHOSAMENTE BEM, crateras com excelente contraste com oculares padrão, muitos detalhes e foco muito fácil.

Planetas:

Júpiter com ricos detalhes quando estava próximo do zênite (topo do céu) e suas 4 luas cada dia em uma posição diferente muito legal observar.

Saturno muito bom com oculares padrão, divisão dos anéis, sem visão das luas apenas do planeta com ótimos detalhes em uma ocular de melhor qualidade que as padrão, no caso a Skywatcher Panorama de 7mm.

Aglomerados Abertos dos mais diversos M41 no cão maior, NGC 4755 (Caixa de jóias), NGC 3201 Um dos meus favoritos pois tem um formato de espiral belíssimo.

M6 e M7, um deles é o aglomerado da borboleta próximos a cauda do escorpião.

E certamente outros muitos aglomerados abertos dos mais brilhantes tudo isso com simplesmente a ocular de 25mm que vem com ele e que na minha opinião é excelente.

RURAL:

A única coisa que eu acrescentaria aqui pela experiência que tive são algumas das nebulosas mais brilhantes como exemplo M42 em Órion e Nebulosa da Carina, deve dar pra ver outras mas vi apenas essas nos dias que estava no ambiente rural pois estava a minha disposição o Olhão de 16" polegadas do CASB e a empolgação de olhar por ele acabou tirando um pouco da minha atenção do meu pequeno 90mm.

Não aconselho procurar nebulosas da cidade, acho perda de tempo com esse equipamento.

Já me disseram ser perda de tempo ter esse pequeno telescópio para qualquer atividade, algo que prontamente discordo, achei uma ótima experiência iniciante devido a sua praticidade e por ser tão simples com sua montagem de mesa.

Sua buscadora é uma RedDotFinder II que realmente ajuda muito na localização especialmente para iniciantes.

Em área rural já li relato de colegas com Vixen 70mm Refrator verem maravilhas inclusive nebulosas! Ou seja com um telescópio mesmo que simples, porém de boa marca e boa qualidade, em um lugar privilegiado para observação astronômica podemos estudar e apreciar muitos astros.

Confesso que hoje se fosse indicar um telescópio novo indicaria no mínimo 150mm para quem quer ver muitíssimas coisas inclusive de céu profundo, mas é uma outra faixa de preço no mínimo mais que o dobro do preço deste 90mm.

Vendi para um amigo da lista Casbnet que já na primeira noite me mandou duas fotos, uma do equipamento e outra da Super Lua que ocorreu recentemente.







Eu também me arrisquei com uma fotografia que foi feita com o celular. Apesar de um cromatismo nas bordas gostei do resultado, segue imagem:



Em meados de agosto, se tudo der certo, postarei as primeiras impressões do novo equipamento encomendado, um Skywatcher 8" polegadas que espero utilizar por muito tempo.

Até a próxima!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A importância das Cartas Celestes

Muitos começam a olhar para o céu mas não sabem a posição dos objetos interessantes por falta de consultar boas cartas celestes, segue um guia que pode ajudar.

A orientação por cartas já foi muitíssimo utilizada especialmente por conta dos sistemas de busca computadorizada serem relativamente novos. Esse método força mais o observador a aprender pois para achar um objeto não visível a olho nú ou mesmo na buscadora ele deverá usar o sistema de busca 'pulando' de uma estrela para outra. Esse método tem uma grande vantagem que é um aprendizado muito mais profundo da localização dos alvos a serem vistos bem mais eficiente do que escolher o astro num computador e apertar Go To quando apenas se observa o astro mas o trabalho foi feito por um computador.

Claro que esse método também possui algumas desvantagens como tudo na vida. Uma delas é a dificuldade de encontrar material pois os atlas são raros e caros. Um ótimo mapa é o Sky Atlas 2000 publicado pela Cambridge University Press e que chega a custar U$ 400,00 dólares usado. Mas existem exemplares mais em conta como o Pocket Atlas que foi escrito pelo mesmo autor do Sky Atlas 2000 e custa apenas U$ 17,00 dólares ambos na Amazon.com com frete não incluso.

Outra desvantagem é o tempo gasto. Para aprender mais e melhor é necessário tempo e paciência pois é  mais difícil encontrar um objeto tênue do que apenas mandar o comando para localizar, porém, dessa maneira se aprende muito mais especialmente se a escolha for o estudo das constelações e os objetos de céu profundo presentes e cada uma delas.

Uma carta relativamente famosa nesse meio é a do Sr. Linneu Hoffmann que há anos era vendida no Planetário de Brasília o qual esperamos ser reinaugurado em breve.

No link abaixo pode-se ver uma trajetória da contribuição de Linneu Hoffmann:

Linneu Hoffmann

Imagem de sua Carta Celeste:


Na falta de um planetário existem sites especializados em gerar inclusive em tempo real cartas celestes como por exemplo o SKYMAPS.COM e que trazem mensalmente os astros e eventos mais interessantes a serem observados por astrônomos amadores.

Outro caso muito interessante disponível fica nesse link Mag 7 Star Atlas PDF onde se pode baixar um atlas completo até magnitude 7 em versão livre para impressão no formato PDF onde mesmo com impressões grandes se mantém a qualidade das cartas.

Também pode ser baixado nesse link Mag 7 Star Atlas Separadamente com as cartas separadas com opção de colorido ou preto e branco. Trata-se de um projeto aberto portando ao baixar ninguém estará cometendo nenhuma infração contra os direitos autorais.

Mais um caso, creio esse ser o mais especial no que diz respeito a mapas livremente distribuídos, é o Deep Sky Hunter Atlas. É um projeto que ensina como fazer o seu próprio atlas claro fornecendo o conjunto de cartas, um catálogo detalhando astros e 20 páginas de imagens de objetos de céu profundo. Conta também com uma comparação entre 2 dos melhores atlas conhecidos que são o Sky Atlas 2000 e Uranometria 2000. Nessa comparação sinceramente não vi perderem em nada no que diz respeito a quantidade e qualidade das informações, na verdade o Deep Sky Hunter se mostrou muito mais completo com magnitude  estelar até 10.2 e DSO (Objetos de Céu Profundo) até 14. No site desse mesmo projeto também contém um outro atlas é o Deep Sky Atlas com menor magnitude de estrelas até 9.5 e DSO até 12.5 colorido e mais acessível para iniciantes.

Seguem algumas imagens comparativas do Deep Sky Hunter com o Sky Atlas 2000 e com o Uranometria 2000 respectivamente:







Agora não há mais desculpas para aqueles que gostariam de estudar o céu mas faltavam atlas de boa qualidade. Fica a critério escolher qual o melhor e claro enfatizando que existem outros projetos que não foram citados.

Até a próxima

Renato Veras

sexta-feira, 17 de maio de 2013

21º ENOC Encontro Observacional do CASB

Olá caros amigos, eis o relato do meu primeiro ENOC, o 21º do CASB (Clube de astronomia de Brasília).

Primeiramente falarei da pequena viagem que no meu caso foi até mais curta se comparada ao restante dos colegas do grupo pois moro próximo a saída do Distrito Federal e foi rápido sair pela BR 040 e me dirigir a fazenda que fica alguns quilômetros depois de Luziânia, pra ir foram necessárias quase duas horas mais por conta de que eu não dirijo rápido mesmo, e uns 12 quilômetros de estrada de chão sem surpresas desagradáveis pois o local foi sinalizado pelos organizadores então tudo tranquilo pra chegar.

Cheguei por volta das 18:30 e já estava doido pra subir o morro em que os colegas estavam reunidos com seus equipamentos e o melhor de tudo, seus vastos conhecimentos e enorme boa vontade de ensinar. É uma das coisas que fico mais feliz no CASB é a receptividade daqueles que gostam de aprender, não há tempo ruim para um bom questionamento ser respondido.
Lá encontrei Marcelo que só via pela internet através do programa semanal Astronomia ao Vivo disponível através do Youtube. Aquele que considero um mentor o Paulo que gosta de procurar os astros de forma manual através de mapas e atlas, método que considero o ideal para se aprender não somente a localização dos astros em si mas também as constelações e suas peculiaridades. Ricardo que nos recebeu, a mim e minha esposa, com toda cordialidade e nos disponibilizou acomodação digna de hotel 5 estrelas fora muitos outros colegas que prefiro não citar o nome por não saber se eles gostariam de ter o nome citado nesse blog.

A observação

A maioria de nós estávamos concentrados em observação visual fora algumas máquinas captando time lapse (técnica utilizada para captar imagens e simular o movimento do celeste).
Logo montei meu pequeno 90mm e quando terminei o céu já estava escuro e deslumbrante, as luzes da cidade atrapalham muito e em área rural pode-se ver o céu como ele realmente é. A via láctea com suas nuvens acinzentadas a cada hora que passava mais visível, creio que por conta da temperatura nas camadas inferiores se aproximar das camadas superiores retirando a turbulência que essa diferença causa. A Grande Nuvem de Magalhães visível a olho nú e com o telescópio era possível ver a Nebulosa da Tarântula.
O "Olhão", um telescópio de 16", estava presente e foi montado depois de alguns probleminhas com reconhecimento do drive de Som pois ele tem instalado o sistema Soundstepper. Aí começaram as buscas aos cometas que era extremamente tênues mas visíveis. Lembro que a última coisa que vi foi Plutão como apenas uma estrela.

A noite seguinte foi ainda mais memorável apesar do frio ter apertado bem mais.
Foi possível ver M7 e M6 próximas a cauda do escorpião. Pela primeira vez vi o Aglomerado próximo a Antares que é uma estrela que sempre gosto de ver.

Mas o que mais me marcou neste ENOC foram as nebulosas facilmente visíveis em área rural, e através do telescópio Laranjão 8" feito pelo Marcelo e pelo Olhão visualizamos a nebulosa da Carina com grande contraste que se tornou ainda maior com o filtro Celestron Oxygen III 2" que o Marcelo colocou no Olhão.
O Rodrigo Andolfato nos emprestou os seus filtros fotográficos para testarmos onde o H-Alpha e o Enxofre S-II de banda estreita não se mostraram adequados para observação visual mas o Oxygen-III mesmo fotográfico ficou muito bom para aumentar o contraste das nebulosas.

Também aprendi algumas constelações a mais com as orientações do Paulo como Hércules, Ursa Maior e Virgem essa última só aparece pela madrugada.

Para finalizar o relato cito uma dupla em especial Alexandre e Carol que agraciou nossos ouvidos com belíssimas músicas durante a segunda noite, que para mim foi realmente memorável, apreciar os astros cercado de amigos com interesse em comum e ouvindo maravilhosas músicas foi marcante.

Uma 'descoberta' que fiz que na verdade foi apenas um detalhe que estava passando despercebido foram as escuridões no centro de Ômega Centauri que podem ser verificadas na imagem abaixo retirada do seguinte link http://www.doghouseastronomy.com/starparties/OmegaCentauri.jpg:


Parece ser apenas uma queda de densidade estelar mas é um caso interessante a ser estudado claro.

Espero poder ir no próximo.

Seguem algumas fotos:







Até a próxima.

terça-feira, 14 de maio de 2013

21º Astronomia na Praça CASB

Sei que o post está um pouco atrasado pois o encontro ocorreu no dia 27/04 porém antes tarde do que nunca certo? (risos)

Esse foi o meu primeiro Astronomia na Praça, encontro na Praça dos Três Poderes onde o CASB (Clube de Astronomia de Brasília) se reúne periodicamente, de acordo com a agenda no site do clube http://www.casb.org.br.

O encontro foi remarcado pois uma semana antes ficou difícil fazer por conta do aniversário de brasília.
Tivemos a presença de muitos membros que já as 19 horas estavam com seus equipamentos montados e apreciando astros como Júpiter, o Aglomerado Globular Omega Centauri, Aglomerado Aberto Caixa de Jóias e mais tarde o planeta Saturno e a Lua que apareceu por volta das 20:00 horas.

Foram montados telescópios de vários tipos como Newtoniado de 150mm Equatorial, 200 mm Dobsoniano, Schmidt Cassegrain de 200mm montagem de garfo e até o 150mm artezanal.

Eu fiquei até acanhado em montar o meu pequeno Maksutov Cassegrain de apenas 90mm porém montei e achei que fez até sucesso rsrs.

Acontece que eu o colimei (alinhamento dos espelhos) aparentemente muito bem a nitidez estava visível para os objetos que apontava. Na maior parte do tempo deixei apontado para Caixa de Jóias onde todos que viam se impressionavam com a bela imagem.

Tive a oportunidade de testar a ocular Skywatcher Panorama 7mm no Schmidt Cassegrain de 200mm e tanto eu como o Ricardo do Casb ficamos muito satisfeitos com o resultado pois saturno a 285 vezes de ampliação permanecia entre 20 e 25 segundos no campo de visão sendo muito confortável observá-lo mesmo sem motorização e com excelente claridade.

Mais tarde usando a mesma ocular no meu 90mm obtive bom resultado vendo poucas luas mas o planeta bem definido.

Fiquei muito feliz de sanar as dúvidas da maioria das pessoas que chegavam para mim como se eu fosse um antigo membro do CASB mas eu sempre explicava que era membro recente e que tinha conhecimentos bem superficiais.

Por volta das 21:30 estávamos indo embora e algumas pessoas ainda estavam chegando.

Segue uma foto já no final do evento:



Dia 15 de junho tem mais um agendado esperamos todos lá.

Abraços

Renato

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Luzes estranhas no céu? Saiba o que é Iridium Flare

Lá está você está olhando para o céu e derrepente percebe uma estrela que está se movendo! Um óvni? Um satélite? Um meteoro que pode ser chocar com a terra? Calma, normalmente é apenas algum satélite. E hoje estou aqui para escrever sobre um tipo muito especial para observar, trata-se dos satélites da Iridium.
A Iridium foi uma empresa criada para o projeto da Motorola que consistiu em lançar dezenas de satélites com o intuito de aprimorar a tecnologia de comunicação móvel. Acontece que assim que o projeto foi concluído a tecnologia já estava defasada e a Motorola viu seus milhões de dólares pairarem no espaço. O que nos sobrou foram 81 satélites que podem ser vistos a olho nú com horário previsto e com uma boa fotografia de longa exposição criar belas imagens como as que vemos abaixo:




O motivo do brilho se intensificar em determinado momento é que esses satélites possuem cada um três antenas que medem 188cm x 86cm x 4 cm e são polidas e altamente reflexivas. Ficam a um ângulo de 40º em relação ao satélite e refletem a luz do sol que pode ser vista quando a posição em terra se aproxima da direção do reflexo.

Segue fotos de satélites da Iridium:




No dia 1º de maio de 2013 estava previsto uma passagem do para as 18:28 horas, já agendei o relógio para despertar e me lembrar e as 18:00 horas já estava eu com meu binóculo procurando uma estrela que 'andava' pelo céu. Um dos sites em que podem ser vistas essas previsões é o Heavens Above, a precisão é impressionante quanto ao horário e muito aproximada quanto ao local no céu, você pode inserir suas coordenadas através do mapa escolhendo seu local de observação e ele mostrará o horário, distância do centro do brilho e a trajetória conforme imagens abaixo:




Estava a 13 km do centro do brilho, imaginei ser pouco distante para ver bem nítido e estava certo. Como podem ver no mapa o satélite Iridium 67 passou próximo de algumas das estrelas mais brilhantes do céu e para minha alegria pude presenciar quando ele brilhou mais que a estrela mais brilhante do céu, Sirius. A magnitude do brilho pode chegar até -9 que é cerca de 30 vezes o brilho de Venus.

Seguem dois vídeos de Iridium Flares:





Dia 6 de maio acontecerá um o qual estarei a apenas 1 Km do centro mas será na madrugada as 4:34 horas próximo a constelação do cisne, se eu tiver bem disposto no dia observarei fica aí a dica.

Abraço e até a próxima.