segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mapas de Todas as Constelações


Nesse breve post desejo apenas compartilhar dois sites muito especiais que encontrei com a pesquisa do post anterior sobre estrelas variáveis. A riqueza de informações neles presente nunca tinha visto igual.

Site número 1:

http://astropixels.com/

Esse descobri quando procurava uma foto da constelação de Órion completa conforme abaixo:


http://astropixels.com/constellations/photos/Ori-01.html

Nele você encontra fotografias de constelações inteiras entre muitíssimas informações.

Exemplos:

Cão Maior (inspiração para a logo do Blog)


Órion:


Touro:



Já o próximo foi uma descoberta que ha muito tempo estava em busca, um site que além de ricos artigos tivesse como recurso a impressão de mapas de todas as constelações separadamente. Imagine um livro impresso em que cada página é uma constelação com ótimos detalhes, segue o site e o link direto:


Para ir direto nas constelações:


Seguem exemplos das imagens acima:




Uma visão panorâmica das constelações pode ser de grande ajuda para a compreensão e busca de astros diversos.

Até mais!

Renato

domingo, 16 de março de 2014

Buscando e Imprimindo Carta de Busca Pelas Constelações


Aqui ensinarei o pouco que aprendi até o momento para ajudar aqueles que tem curiosidade sobre como encontrar uma estrela através de uma carta de busca.

Particularmente olhar para uma estrela que está sempre igual é algo que pode não interessar a muitos, contudo, observar uma estrela que a cada vez que se visualiza está diferente, conhecendo as constelações em consequência disso e ainda contribuir para a ciência através do envio dos dados observacionais, isso sim pode ser considerado mais interessante.

Esse é o link do site da AAVSO:

AAVSO LINK

No site pode-se procurar a maioria das estrelas que variam de brilho através do menu:

VARIABLE STARS --> VARIABLE STAR INDEX (VSX)



Ao clicar em SEARCH você é direcionado para a tela onde na caixa de seleção CONST. (constelações) se escolhe a constelação que se deseja procurar estrelas variáveis, segue o exemplo em que selecionei ORION e cliquei em 'Search' logo abaixo para serem listadas as variáveis da constelação citada:


Agora você terá uma lista com todas as variáveis registradas daquela constelação, aconselho escolher uma que tenha grande variação de brilho para que seja perceptível mais facilmente sua mudança, escolhi a U Ori (U Orionis) por variar bastante seu brilho indo de 4.8 a 13 em um período bem longo de 377 dias. Quando está forte é facilmente vista com binóculo e quando fraca vista com telescópio. Fica na ponta do braço direito de Órion, segue imagem da constelação e da listagem de estrelas da constelação de Órion:




Ao clicar no nome da estrela você verá informações dela como outros nomes que recebem o que ajuda muito quando usamos softwares de mapas estelares pois estes variam a nomenclatura. Vejam a parte OTHER NAMES. Achei ela no Star Walk para Iphone como HR 2063 e HD 39816.





Agora as cartas que podem ser impressas através do menu:

OBSERVING --> VARIABLE STAR CHARTS --> VARIABLE STAR PLOTTER (VSP)


Neste caminho deve-se colocar o nome da estrela no caso U Ori em nosso exemplo, e abaixo escolher a escala, a qual geralmente escolho B ou C, clicar em PLOT CHART e pronto! Está na tela a carta com estrelas de brilho fixo para comparação. Para imprimir clique em Printable Version no topo da página.

É altamente recomendável um mapa panorâmico que pode ser adquirido com a utilização de um software de cartas estelares como Star Walk para IOS da Apple ou Mobile Observatory para Android da Google. Assim fica mais fácil encontrar a estrela pois se faz a busca pelo nome, um dos que mostram Search VSX já citado, e caso possa adquirir um mapa panorâmico de papel, que é coisa rara, também é interessante. Os atlas também ajudam bastante os quais recomendo o Pocket Aky Atlas, vendido na Amazon e enviado para o Brasil, este para um custo de investimento reduzido. Se quiser investir mais o melhor que conheço é o Sky Atlas 2000.

Para medir o brilho é só comparar com pelo menos duas estrelas na carta, por exemplo se na carta temos uma 6.0 e uma 8.0 e a estrela variável está entre ambas pode-se aferir que ela esteja em 7.0.

Vejam uma carta da nossa estrela de exemplo:


Para imprimir é muito importante clicar em Printable Version na tela resultante da busca do VARIABLE STAR PLOTTER (VSP)

Após a comparação e aferição do brilho você pode enviar as aferições de brilho para a AAVSO basta se cadastrar no site, logar no site e escolher a opção do menu:

OBSERVING --> WEBOBS (SEARCH AID OR SUBMIT YOUR DATA)

Depois:

SUBMIT OBSERVATIONS INDIVIDUALLY

E respondendo a pergunta WHAT TYPE OF OBSERVATION ARE YOU SUBMITTING? através da caixa de seleção ao lado escolhendo VISUAL.



Com relação ao horário, deve-se acrescentar 3 horas do horário local, diferença esta correspondente ao nosso país e a hora global.

Com o envio dessas aferições estará contribuindo com a ciência astronômica pois periodicamente essas informações são utilizadas para cálculos por agências espaciais.

A primeira vista parece bastante complicado eu sei, mas ao realizar esse processo uma única vez se percebe que não é tão complicado.

O site da AAVSO tem muitas outras opções como gerador de curva de luz, outros tipos de cartas, enfim, muitas outras curiosidades que podem ser exploradas para aqueles que querem ir mais a fundo.

Ufa!

São muitas informações, para aqueles que tiverem interesse posso ajudar pessoalmente, é só entrar em contato comigo e agendamos.

Se aprende muito sobre o céu através dessas buscas por estrelas, sobre nomes, posições de astros diversos e constelações em geral, esse foi também um dos motivos por optar por esta atividade.

Fontes:

http://www.aavso.org/
http://astropixels.com/constellations/photos/Ori-01.html

Grande Abraço

Renato Veras

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Projeto Estrelas Variáveis Primeiros Passos


Olá queridos amigos astrônomos, é com prazer que escrevo para relatar meu novo projeto, mantendo é claro o observacional, o estudo das Variable Stars, isso mesmo, estrelas variáveis, mas vocês podem estar se perguntando:

Estrelas variam o quê?

Ou

Para que serve esse estudo?

Seguem breves explicações que podem sanar estas e outras dúvidas sobre esse importante estudo em que os astrônomos amadores há anos contribuem com a ciência.

O motivo da escolha desse tipo de atividade:

Acontece que sempre tive o desejo de contribuir com a ciência que tanto gosto a astronomia, porém nunca tive o desejo de ser um astrônomo profissional até por que é uma escolha de carreira para vida toda, apenas almejava uma maneira de, como amador, realizar estudos científicos e não apenas contemplar o firmamento, algo que sem dúvida adoro fazer, porém desejava uma atividade a mais.

Me aventurei no projeto Planet Hunters na busca de planetas da sonda Kepler que parou de funcionar em definitivo para esta atividade em 2013 devido a problemas técnicos decorrente de desgastes de peças na sonda. Avaliei o brilho de diversas estrelas para ajudar na busca de planetas, contudo, achei um tanto entediante ficar na frente do computador avaliando gráficos do fotômetro da sonda, no fundo queria algo mais prático e que envolvesse trabalho de campo.

Uma pessoa muito especial detentora de grandes conhecimentos e que me instigou a guiar esforços para essa atividade é um amigo aqui da lista, ao qual prefiro não citar o nome por hora por não ter sua permissão direta de divulgação, mas que fez um relato ao qual me chamou a atenção. Ele fez o que chamamos de aferir o brilho de várias estrelas e escreveu postando na lista de discussão do Casb a http://br.groups.yahoo.com/group/casbnet/. Aquelas medições e nomes estranhos cheios de códigos me foram confusos no início, porém depois de estudar bem pouco percebi que era algo simples e tomei gosto pela atividade. Lembro que escrevi sobre uma das estrelas observadas aqui mesmo no blog:


Desde então passei a me interessar mais e mais sobre o assunto, agora respondendo as perguntas feitas no início desse post.

Estrelas variam o quê?

Basicamente variam o seu brilho, ou como chamamos no ramo, magnitude aparente. Não se trata da cintilação que vemos em algumas estrelas, esta é causada por variações atmosféricas.

Ocorre que muitas estrelas não tem brilho constante e por alguns fatores aumentam e diminuem seu brilho no decorrer de certo período de tempo. Alguns desses fatores são mudanças na composição física ou química da estrela, algumas estrelas pulsam por conta de desequilíbrio entre a gravidade e sua fusão nuclear, passagem de suas estrelas irmãs em trânsito do nosso ponto de vista ou sua gravidade interagindo e mudando a forma entre outros.

Para que serve esse estudo?

Farei uma breve explanação sobre uma das grandes utilidades. Basicamente tem grande serventia no cálculo das distâncias no espaço, existe uma fórmula que usa a variação de brilho para se calcular essas distâncias. No início do século XXI acreditava-se que o universo era reduzido ao tamanho de nossa galáxia, que possui, aproximadamente, 100.000 anos luz de diâmetro e 1000 anos luz de altura, acreditava-se que outras galáxias eram 'nebulosas espirais'. Porém o astrônomo Edwin Hubble fez o estudo das cefeidas, que são um tipo de estrela variável, onde se consegue a distância dos astros, é aí que entram os amadores, para realizar este cálculo foram necessárias as contribuição de 10 astrônomos amadores espalhados pelo mundo que  ajudaram com os dados de aferições do brilho de estrelas, estes indispensáveis para os cálculos.

Após esse estudo Hubble chegou a conclusão que a estrela V1 na Galáxia de Andrômeda estava a 1 (um) milhão de anos luz de distância concluindo então que as 'nebulosas espirais' eram na verdade outras galáxias. Depois disso o mundo mudou no ramo dos estudos astronômicos.

Até hoje são feitas milhares de aferições por amadores em todo o mundo e muitos deles reportam para a AAVSO que é a associação americanas de observadores de estrelas variáveis a qual me inscrevi recentemente e enviei minhas primeiras medições.

Vantagens de realizar observações de variáveis:

Uma das grandes vantagens que percebi e que acontecem por consequência da atividade em si é o aprendizado das constelações, do nome das estrelas e de boa parte do funcionamento de muitos astros.

Outra vantagem é a contribuição para a ciência pois frequentemente são solicitados os dados da AAVSO por agências espaciais para cálculos diversificados.

A primeira estrela que encontrei e aferi o brilho foi Eta Aquilae (Eta Aql) na Águia, porém a variação de brilho além de pequena entre 3.48 - 4.39 e o período de dias, apenas 7, também é pequeno dificultando uma comparação entre os dias pois é difícil ter disponibilidade para avaliar em um período tão curto.

Conforme orientações tornei minha primeira estrela variável como Oficial R Scutum (R Sct) que além de possuir grande variação de 4.2 - 8.6 tem bom período para observar de 146.5 dias, ou seja, posso observar e aferir uma vês por mês e, em tese, verei diferenças.

É gratificante encontrar uma estrela através de cartas de busca, aprendendo sobre as constelações e posteriormente encontrar a mesma estrela e perceber como ela mudou. Aumentou de brilho, reduziu ou mesmo com sorte perceber a expansão abrupta que ocorre no caso de Novas que são estrelas que pulsam e aumentam incrivelmente de brilho de maneira repentina.

Para ilustrar um pouco segue uma imagem da Nova Centauri 2013 que foi perceptível a olho nú, reparem o Cruzeiro do Sul no topo da imagem:

Nova Centauri 2013 no APOD



É um exemplo e uma prova clara que o universo muda de forma constante.

Posteriormente escreverei sobre os tipos de variáveis, como imprimir as cartas de busca e como aferir o brilho das estrelas.

Abraços

Renato

Fontes:


sábado, 25 de janeiro de 2014

Experiência com Vênus e Lua ao Nascer do Sol


Algumas experiências na astronomia mesmo que pequenas podem proporcionar momentos muito gratificantes. Na última quinta feira meu pai, Senhor José dos Santos, me avisou que um astro lhe chamou a atenção logo ao amanhecer, e me relatou também visualizar a Lua pelo binóculo e reparar que parecia diferente naquele momento. Eram 6:30 da manhã quando começamos a observar. De início imaginei que fosse Júpiter por ser um astro bem brilhante para essa época do ano porém quando vi que era brilhante demais e logo desconfiei que fosse Vênus. Peguei o binóculo e vi o planeta como nunca tinha visto antes. Fui presenteado com a forma perfeita da "meia lua" de uma das fases de Vênus que formava uma bacia no céu. Anteriormente na chácara de um amigo do CAsB próximo a Engenho das Lajes tive a ideia de vislumbrar este planeta com a luz do anoitecer, no binóculo o resultado não foi bom pois o brilho é tão forte que o formato não é perceptível, no telescópio o resultado foi excelente. Porém na ocasião do dia 24 de Janeiro de 2014, a imagem que vi foi perfeita. Por algum motivo a luz do raiar do dia apagou o excesso de brilho e pude ver com perfeição o formato de sua fase. Já ouvi colegas experientes orientando que o início da noite a atmosfera está mudando de temperatura e isso influência negativamente em observações. Já no decorrer da madrugada o clima estabiliza o que ajuda muito, talvez houve uma contribuição do horário nesta observação. Segue foto do Stelarium simulando aquele momento. A foto não mostra Vênus exatamente da maneira que vi pois estava com a parte iluminada muito maior que a simulação na imagem abaixo.



Quanto a Lua, o que meu querido pai observou foi algo que eu já havia percebido anteriormente porém achei que fosse apenas impressão. Com a mistura da luz do dia, especialmente quando o Sol ainda não nasceu, ocorre que ao observar a Lua pelo binóculo se percebe claramente o formato esférico que ela possui, algo bem diferente de quando observada à noite, quando ao ver sua imagem a sensação é de duas dimensões. Durante o dia, quando a lua está presente, isso já e perceptível contudo ao raiar do Sol é muito evidente e gratificante. Segue também a foto da Lua gerada pelo Stelarium simulando aquele momento.






Espero que estas singelas experiências possam incentivar a todos a observarem em horários e com perspectivas diferentes. O binóculo usado foi um Órion Scenix 10x50.

Abraços

Renato

Parabéns da American Association of Variable Star Observers a AAVSO

Na primeira semana do ano fui presenteado com meu primeiro "reconhecimento internacional" pelos estudos astronômicos.

Recebi uma carta de agradecimento da American Association Variable Star Observers a AAVSO, parabenizando algumas observações realizadas e informadas no decorrer de 2013 e também um convite para participar de mais projetos da associação. Veio também uma foto da Nova Delfinus 2013 em papel de fotografia com o gráfico de observações e o gráfico de curva de luz. Essa é uma prova de que podemos contribuir para a ciência independente de sermos "amadores". Esse termo foi largamente citado como impróprio no ultimo Encontro Nacional de Astronomia Enast realizado em Brasília. Né verdade os astrônomos antigos dispunham de poucos recursos e mesmo assim eram considerados como tal. A observação de estrelas vaiáveis por exemplo é possível de ser feita apenas com um bom binóculo.

Abaixo imagens da carta e foto da AAVSO






Abraços

Renato

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Filtros Comparativo Órion Skyglow Astronomik CLS e Baader UHC-S

Olá caros amigos astrônomos, hoje falarei um pouco sobre os filtros nebulares de banda larga ou Broadband demonstrando um teste prático.

Dia 26 de Dezembro como que por um milagre em meio aos tempos de chuva o céu abriu muito limpo e pude testar os três filtros nebulares aos quais tinha muita curiosidade de verificar.

São eles:

ÓRION SKYGLOW
ASTRONOMIK CLS
BAADER UHC-S

Todos são filtros que permitem a passagem de cumprimentos de onda nas linhas do Oxigênio III, H Beta e H Aplha o que cobre grande parte de nebulosas.

Como só dispunha de uma nebulosa no momento devido ao ângulo do quintal de minha residência pude ver apenas M42 a famosa nebulosa de Órion.

O teste foi realizado com um telescópio refletor de 8 polegadas retrátil em um quintal escuro no meio da cidade, local de interessante utilização dos filtros que se propõem a reduzir a poluição luminosa. Contudo mesmo em locais escuros como chácaras e fazendas é de grande proveito a utilização de filtros que permitem a passagem de luminosidades nebulares garantindo mais contraste e facilitando muito a observação.

ÓRION SKYGLOW



É um filtro de bom preço e ajuda bastante dentro da cidade mas não garante tanto contraste diante de seus concorrentes. A mudança foi sensível de ver sem filtro e em dado momento achei até que estava atrapalhando, é preciso ser bem dedicado a observação para reparar na diferença, porém isso com com essa nebulosa em específico pois já vi boa melhoria observando a nebulosa planetária do anel em outra ocasião.

ASTRONOMIK CLS



Nesse sim vi grande diferença, o contraste aumentou o bastante para reparar os 'braços' da nebulosa que nitidamente aumentaram de tamanho com sua utilização e também o detalhe escuro em seu centro se destacou muito. Esse filtro não é projetado para visual e sim para fotografia porém caso tenha a oportunidade de adquirir um para visual ele também funciona muito bem.

BAADER UHC-S



Esse entra na categoria dos UHC ou Ultra High Contrast que prometem aumentar fortemente o contraste dos astros diversos que emitem mais luz nas frequências de ondas já citadas e visíveis no gráfico da imagem acima.

Fazendo uma análise simples percebi uma boa melhora em comparação ao Astronomik e enorme melhora em comparação ao Órion. A imagem escurece o suficiente de modo geral aumentando o contraste da nebulosa. O Acabamento do filtro é visivelmente superior, até a caixa que o armazena é de excelente qualidade, percebe-se o capricho por parte do fabricante apesar do meu ter vindo de fábrica com um micro arranhão de 1 mm a 1 cm de distância da borda este que não influenciou em absolutamente nada para visual porém não sei dizer se para fotografia faria alguma diferença, conversando com colegas do CasB me disseram que dificilmente atrapalharia, porém foi uma pequena falha que passou despercebida pelo controle de qualidade da fábrica.

Os três filtros justificam o preço e resultados sendo na sequência mostrada o preço equivalente aos resultados, ou seja, quanto mais caro o filtro melhor foi o resultado.

Com esse pensamento pretendo adquirir aquele que é o mais elogiado de todos nos fóruns internacionais que já li, é o Astronomik UHC, verdadeiramente caro porém com promessa da melhor qualidade possível para um filtro dessa categoria.




Abraços a todos amigos

Renato


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

16º ENAST Encontro Nacional de Astronomia Casb

Olá amigos, farei um breve relato do que pude testemunhar naquele que foi o melhor evento de astronomia que já fui. O 16º Encontro Nacional de Astronomia (ENAST) foi organizado especialmente pelo Clube de Astronomia de Brasília (CASB) que visivelmente se empenhou ao máximo para proporcionar um evento com extrema qualidade e organização.

O evento teve duas partes distintas para os frequentadores, uma aberta ao público e outra para os inscritos, esses que frequentaram diversas palestras sediadas no Centro de Convenções Ulisses Guimarães nos dias 14,15,16 e 17 de novembro de 2013.

Na parte aberta ao público que contou com aproximadamente oito mil pessoas era possível ver diversas exposições como a de telescópios:


De meteoritos, detalhe para o ET:




De cartazes instrutivos:





E até o Planetário Itinerante, uma excelente experiência para crianças, jovens e adultos, esse só tenho uma foto pouco antes de começar a sessão da máquina que projeta as imagens:


Na parte para inscritos, em torno de quinhentos, foi possível apreciar palestras com alguns dos mais experientes astrônomos tanto amadores como profissionais seguem alguns:

Marcelo Wagner Silva Domingues (CAsB),
Breno Giacchini (REA),
Cristovão Jacques (REA, CEAMIG e BRASS),
Alexandre Amorim (REA e NEOA-JBS),
Alexandre Amorim (REA e NEOA-JBS),
Sandro Coletti (Fábrica de Espelhos),
Cláudio Manoel Gomes de Sousa (UCB),
Paulo Cacella (CAsB), Rodrigo Andolfato (CAsB),
Maria Elizabeth Zucolotto (UFRJ).

Fui nas seguintes palestras:

Breno Giacchini (REA) - Descoberta e estudo de estrelas duplas por meio de ocultações: um exemplo concreto
Marcelo Wagner Silva Domingues (CAsB) - Construção de robô para timelapses astronômicos
Cristovão Jacques (REA, CEAMIG e BRASS) - Descobertas astronômicas: como, o quê e para quem reportar
Alexandre Amorim (REA e NEOA-JBS) - Observações Astronômicas à Luz do Dia
Wytler Santos (UnB) - Construção de espelhos côncavos para Telescópios Newtonianos: A experiência do Grupo de Astronomia da Faculdade UnB Gama
Sandro Coletti - Interferômetro Bath
Pedro Ré (APAA - Portugal) - Observação e fotografia do Sol
Ivan Soares Ferreira (UnB) - Como medimos o Universo?
Rodrigo Andolfato (CAsB) - Setups e equipamentos de Astrofotografia de Céu Profundo: como escolher e adquirir
Sandro Rosa (CAsB) - Expedições CAsB: Observação do eclipse total do Sol na Oceania, 2012
Tasso Augusto Napoleão (REA) - Dos tempos do Império aos Observatórios Robóticos
Paulo Leme (IAG-USP) - Ameaças que vêm do Espaço
Maria Elizabeth Zucolotto (UFRJ) - Assim na Terra como no céu: meteoritos e minerais, desde sua adoração a seu uso e influência na evolução da humanidade

Infelizmente não pude ir em todas que gostaria pois tinha compromissos com minha família mas aproveitei imensamente os conhecimentos passados.

As palestras foram de alto nível, com professores doutores mostrando os resultados e descobertas mais recentes de suas pesquisas.

Seguem algumas imagens das palestras:




Até lançamento de foguetes aconteceu:



A maravilhosa oficina de ATM para a confecção e montagem de telescópios realizada pelo Maciel Sparrenberger com espelhos Sandro Colleti:


Ao final houve sorteio onde vários "brindes" foram dados aos ganhadores, a meu ver foram presentes que tornaram ainda mais inesquecíveis os belos momentos vividos nesse encontro.

Houve até o ganhador de um telescópio:




Mais uma vez parabéns a todos os camisas azuis (Organizadores) e a todos que contribuíram de alguma forma para a realização do 16º ENAST.

Para quem não pode ir, as palestras estão no youtube.

Para terminar esse breve relato, faço de minhas as palavras de um amigo do CASB:

"ENAST não é só divulgação, é Ciência."