domingo, 23 de agosto de 2015

Catalina C/2013 US10 Observado dia 23/08/2015



Acabei de realizar uma observação do cometa Catalina C/2013 US10.


Pela primeira vez consegui reparar no movimento do cometa, com uma observação de uns 30 minutos consegui perceber seu deslocamento.


Uma cauda de tamanho significativo, a beleza estava no conjunto da imagem formada pelo cometa e duas pequenas e lindas estrelinhas de brilho semelhante.


No início da observação o cometa estava abaixo e entre as estrelas, ao final da observação o cometa já estava em uma reta com ambas.


Tive que utilizar o filtro baader uhc que escureceu a PL e ajudou muito ver o cometa.


Telescópio utilizado Newtoniano 8" vulgo "Enterprise", oculares de 25, 15 e 8. Melhor visão na de 25.


Local: ao sul de brasília.


A lua atrapalhou bastante.


Segue mapa:




Informação interessante é que haverá uma conjunção com Arcturus dia 1º de Janeiro de 2016 quando o cometa estará com magnitude 4.8, bem mais brilhante que hoje.





Abraços


Renato

Experiência Diagonal Amici


Ontem tive pela primeira vez a experiência com a diagonal de prisma Amici no telescópio, esta que corrige a orientação da imagem do céu nos Cassegrain e Refratores.

Nesses dois modelos a imagem não fica de cabeça para baixo como costumeiramente em newtonianos, a imagem fica invertida lateralmente o que dificulta muito a busca de objetos difíceis de achar como variáveis.

O que tenho a dizer é que foi sublime o uso do equipamento com essa correção, pois houve grande conforto tanto na busca quanto na observação e leitura da carta de busca. Nada de ficar invertendo a carta ou ter duas, uma para o binóculo e outra para o telescópio.

Eu já tinha uma boa expectativa sobre a qualidade do prisma por conta do modelo AMICI ser ótimo e a marca GSO ser muito caprichosa.

Em dólares custou 31+7 de frete para o hotel de um amigo do casb estava hospedado nos EUA.

Em reais ficou R$ 155,00.

Mais uma vez obrigado ao amigo que fez a gentileza de me trazer a diagonal.

A diagonal dielétrica que tenho custou 250,00 e hoje não se compra por menos de 350,00 reais no Brasil isso quando se encontra.

Tecnicamente falando a dielétrica é a melhor escolha para quantidade de brilho dado que garante 99% de reflexão enquanto as comuns que vem com o telescópio ficam em torno de 89%.

Para mim ficou empatada, mesmo com luar vi de relance a estrela de magnitude 11.3 que via com a dielétrica em noites normais.

O teste com estrelas muito brilhantes também foi muito bom. Para quem ainda não usou diagonal com correção de imagem, aquelas 45º para visualização terrestre que vem em alguns telescópios ao serem apontadas para estrelas brilhantes geram difrações deteriorando a vista astronômica.

Para o teste apontei para Alfa Centauro e não vi falhas na imagem, na verdade, com bastante atenção já conseguia perceber a duplicidade da estrela.

O prisma também é mais leve que a dielétrica, isso em telescópios pequenos como o meu faz diferença.

Link da compra:

http://agenaastro.com/gso-1-25-90-erect-image-prism-diagonal.html


Imagem:


Diagonal Amici 90º GSO AgenaAstro




Uma ótima aquisição, creio que finalmente meu Pequeno Notável Mak90 alcançou seu status de caçador de variáveis com louvor (risos).

Abraços amigos.

Renato

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Oculares com efeito Blackout e pouco campo de visão


Olá amigos, hoje vou falar sobre uma experiência que tive e para que todos os que lerem o post estejam preparados e com os conhecimentos mínimos necessários para a aquisição de uma ocular do tipo plossl "grande".

Por que as aspas? Logo explico.

Eu tive a ideia de comprar uma ocular de 40mm para o meu Maksutov 90, pois utilizo ele para encontrar variáveis que estão pouco acima do limite do binóculo. Atualmente uso uma 25mm da Skywatcher. Ocorre que essa 25mm tem um campo de visão de 52º, o que é muito bom, e a 40mm tem apenas 42º de campo. Ou seja, quando fui usar na prática, sem me atentar antes de comprar ao campo de visão, me decepcionei com o pequeno campo que vi. Para mim, quanto maior fosse a ocular, maior seria o campo de visão, mas isso foi um grande engano. E ainda para piorar a ocular tinha um efeito chamado de blackout que consiste em escurecer quase totalmente a imagem caso o observador não esteja a uma distância considerável do protetor de borracha. Não de pode encostar o olho na ocular sendo protegido das luzes intrusas o que gera um grande desconforto, pois se desviar o olhar um milímetro que seja para o lado a imagem escurece novamente. Tal efeito foi menor no newtoniano 200mm, mas ainda estava presente. Os espelhos de ambos os telescópios estavam devidamente alinhados.

Aí tive uma outra ideia tola, troquei por uma de 30mm da mesma marca achando que poderia ser melhor que a anterior. O efeito blackout quase desapareceu, era pequeno o bastante para não incomodar, mas o campo de visão desta era de 46º, isso mesmo, a ocular era menor mas o campo é maior. Possivelmente devido ao tamanho físico da ocular que gera um tubo menos comprido, porém o campo de visão ainda é desconfortável se comparada a 25mm da Skywatcher.

A marca é a Series 500 plossl, vendida no site tellescópio.com.

O atendimento nesse site é excelente, de primeira mesmo, o responsável Sr Israel Mussi entende muito do assunto e responde aos e-mails sobre os produtos. Ele sabe o que está vendendo.

As oculares também tem pontos positivos muito relevantes, apesar do campo de visão menor que outras oculares na praça como Skywatcher, GSO ou Celestron e de efeito blackout dependendo do telescópio, a imagem é clara e bem cristalina, o foco é fácil. Para quem está sem ocular alguma do tipo ou com dificuldade de adquirir outras com campo de 52º ou maior, são uma boa oportunidade. Mas se tiver a chance de comprar com 52º ou mais compre, pois o campo de visão mais generoso proporciona um conforto bem maior ao utilizar. Claro que se paga bem mais, pois essas oculares Series 500 plossl tem um custo bem reduzido, na faixa de duas a três vezes mais baratas que as com campo mais generoso.

Seguem imagens das oculares:


Por hoje é essa a dica!

Atualização:

O campo de visão real é a área do céu visualizada através da ocular quando esta encaixada no telescópio. O campo de visão real pode ser aproximado pela fórmula abaixo:

Campo de visão real
=
Campode visão aparente
_____________
Ampliação

Por exemplo, supomos que você tem um telescópio Schmidt-Cassegrain de 8" com 2000mm de distância focal e uma ocular de 20mm com 50° de campo de visão aparente (AFOV). A ampliação seria de 100x (2000mm / 20mm). O campo de visão real seria de ( 50º/100X ) ou 0.5° quase o mesmo campo aparente que da Lua cheia.

Tirado do site: http://www.astroshop.com.br/iniciantes/oculares.asp

Abraços

Renato

sábado, 8 de agosto de 2015

Atualização do Pequeno Maksutov 90mm


Este post será breve, apenas para mostrar a atualização da montagem do meu Pequeno Notável Maksutov 90mm o qual projetei uma montagem artesanal que ficou muito bonita, prática e útil. 

Segue foto dele:



Apesar de sua praticidade, quando fui a campo percebi alguns pontos que poderiam melhorar. Um aspecto era o peso que devido ao compensado de 18mm tornou a base um pouco difícil de carregar. E falando em carregar, não havia qualquer local para segurá-lo nas laterais e para levá-lo era um momento desajeitado pois eu segurava firme nas laterais e com o atrito da mão o carregava.

Outro ponto era o fato de quando observando algo próximo ou no zênite, a ocular ficava com o acesso difícil pois a madeira nas bordas não permitia uma aproximação correta.

Pensei então nas melhorias, algo que reduzisse o peso, criasse uma forma mais confortável de carregar e permitisse acesso a ocular mesmo para observações no zênite e, ajustando aqui e ali o resultado foi esse da imagem que segue:


Como podem perceber o acesso a ocular melhorou 100% com a retirada de uma parte da madeira nas laterais, permitindo confortavelmente o uso de minha menor ocular de tamanho físico que é uma plossl de 10mm ou mesmo uma pequena ortoscopica sem problemas.

As frestas nas laterais tiveram dois objetivos que foram muito bem alcançados, a redução do peso e a facilidade no transporte pois agora eu simplesmente coloco a mão nas frestas e confortavelmente carrego ele para qualquer lugar.

O custo desses ajustes foi meramente simbólico, pois o marceneiro que me ajuda nessa parte cobrou apenas R$ 10,00 para ajustar.

As últimas três vezes que utilizei este pequeno foram realmente muito mais confortáveis.

Fica a dica para quem for confeccionar uma montagem semelhante.

Abraços amigos e,

Semper Observandum

Renato

sábado, 20 de junho de 2015

26º ENOC Encontro Observacional CAsB


Finalmente consegui um tempo para escrever sobre esse memorável encontro observacional.

Digo memorável pois além do belo céu, belo local ainda haviam mentores astronômicos muitos especiais. Aquele que muito me ensina astronomia e seu mestre de infância, ou seja, eu estava cercado com duas pessoas que mais pareciam enciclopédias astronômicas (não citarei seus nomes pois eles gostam de discrição). E claro a companhia dos amigos do CAsB que sempre é muito agradável.

Esse Enoc foi realizado nos dias 12 e 13 de Junho em uma fazenda próximo da cidade de Padre Bernardo, a visão é de 360º, a poluição luminosa é baixa e se pode observar com qualidade objetos celestes muitos pálidos.

Fiz uma lista com astros a serem observados à cada 15 minutos, porém antes mesmo de ir ao Enoc percebi que era uma loucura pois não uso GoTo e portando para procurar e contemplar com tranquilidade era necessário um pouco mais de tempo. Com essa conclusão a lista ficou com um astro à cada 30 minutos, estratégia que se mostrou excelente. A busca é parte fundamental para mim, agrega conhecimentos de constelações, asterismos, estrelas, tamanhos, distâncias, o aprendizado é enorme. Gosto de procurar e como recompensa observar.

Esse ano está atípico e nuvens estão presentes no mês de junho, algumas observações foram frustradas devido a elas, porém quando o céu cobria de um lado, eu apontava o telescópio para o outro observando o céu que dispunha no momento.

Variáveis estimadas e suas magnitudes naqueles dias:

U Monocerotis 6.2
V854 Centauri 8.6
R Carinae 9.8
S Pavonis 8.3
RY Sagittari 7.3
Nova Sagittari 2015 (N SGT 2015 NO.2) 7.3 dia 12
Nova Sagittari 2015 (N SGT 2015 NO.2) 7.8 dia 13

Estimei mais variáveis que o previsto devido a presença dos mestres variabilistas incentivando.

Reparem que a nova caiu meia magnitude de uma noite para outra o que é impressionante tendo em vista uma estrela há alguns possíveis milhares de anos luz de distância.

R Carinae é minha variável favorita, a primeira que percebi na prática a variação de brilho de estrelas, não estava em meus planos porém insisti para vê-la de última hora. Foi muito difícil e só achei com ajuda. Magnitudes perto de 10 ou acima mesmo com telescópio de 8 polegadas se tornam um desafio.

Saindo de variáveis vamos aos planetas. Vênus estava "minguante", em determinados momentos achei ele tão brilhante que me parecia fazer sombra. Júpiter também proporcionou uma bela visão ostentando três luas. Não fiz muito aumento para ver detalhes dessa vez. Saturno belo como sempre estava alto e dava uma visão espetacular com a ocular de 8mm Starguider.

Nebulosa de Eta Carinae percebi um pouco mais pálida que de costume, acho que as nuvens estavam ali pelo caminho. O Filtro O-III ajudou no contraste.

Ômega Centauro incrível como sempre, e mais uma vez vejo duas manchas escuras no centro.

Galáxia Virgo A infelizmente foi atrapalhada pelas nuvens, mas antes que essas aparecessem consegui achar uma galáxia linda NGC 4762 próxima de NGC 4754 por sua vez próxima de Vindemiatrix em Virgem. Ficava entre duas estrelas e uma outra estrela fraquinha ficava colada nela. Acrecento a observação de um amigo "Essa estrelas estão em nossa Via Láctea enquanto essa galáxia distante tem bilhões de estrelas próprias".

M55 em meu imaginário consigo ver uma "cama" com as estrelas amareladas em destaque.

A nebulosa Dumbell foi vista em vários equipamentos, 8" SCT, 8" Newtoniano, 16" Newtoniano com filtros O-III, H Beta e UHC. A melhor visão que achei foi no 8" SCT, apesar de mais pálida que no 16" a beleza estética era maior.

Nebulosa do Véu com filtro O-III no 16" foi algo fotográfico, mas estava ali, ao vivo e de forma exuberante.

Fantasma de Júpiter parecia um olho perfeito no 16".

Nebulosa do Anel também ganhou bom contraste com o filtro O-III.

Finalmente eu vi detalhes na nebulosa Trífida com suas nuvens escuras criando um X nas nuvens brilhantes. Foi a primeira vez que não vi apenas as estrelas.

Netuno mesmo com um aumento absurdo de 500 vezes pelos meus cálculos (SCT 8" 2032mm de distância focal + ocular 10mm + barlow 2,5x ED) era uma bolinha mínima parecida com uma estrela azul.

Galáxia do Sombrero foi vista baixa e entre nuvens e mesmo assim uma bela imagem.

Na primeira noite as pessoas já cansadas de brigar com as nuvens foram dormir cedo, coisa de 2 a 3 da madrugada. Fiquei firme e o céu abriu para me recompensar, quando percebi estava sozinho no campo e pensei: "Se for abduzido por aliens ninguém vai se quer saber.". Deixando os pensamentos bobos de lado tive o prazer de ver a Nuvem de Sagitário que contém diversos astros dentro dela. Pude perceber um aglomerado globular e com calma creio não ser tão difícil achar uma nebulosa planetária lá.

Ali perto temos a Ômega Nebula que foi uma visão espetacular, parece um bemol da escala musical. A nuvem de gás é forte e bem visível.

Nebulosa da Lagoa mais pálida que o normal, creio que a luminosidade de Brasília estava afetando nebulosas do centro para o sul celeste.

Nebulosa Norte América em Cisne não vi nada além de estrelas, creio que ela é muito espalhada.

A Nebulosa Pisca Pisca, ou Bliking Nebula me deu uma experiência fascinante. Ela não fica piscando como o nome sugere, porém ao olhar diretamente para ela exatamente na estrela central a nebulosa desaparece vagarosamente, e ao olhar para o lado novamente se vê a nebulosa com visão ligeiramente periférica. Curioso que observei esse fenômeno uma vez, um amigo observou a nebulosa em seguida sem detectar o fenômeno e depois tentei rever o mas não detectei novamente. Mas na primeira observação foi claro que aconteceu pois fiz diversas vezes. Mistérios observacionais...

No Aglomerado da Borboleta percebi uma estrela vermelha que me chamou a atenção por parece uma variável, pelo que pesquisei trata-se de Bm Sco tipo L, estrelas irregulares de longo período ~815 dias e pouca variação de 5.25-6.46. Não costumo colocar estrelas com pouca variação em meu programa observacional mas é bom saber o que se está observando.

IC 4701 fica próxima de Ômega Nebula e Nuvem de Sagitário, nem estava nos planos mas foi uma bela visão.

Para finalizar acrescento a experiência na busca de nebulosas planetárias.

Ao buscar NGC 7027 e NGC 6826 (Nebulosa Pisca Pisca) em Cisne tive dificuldade, elas estavam no campo da ocular mas não as vi. Aí que um amigo experiente, meu mentor, disse: "Renato, faça aumento naquela estrela". Quando fiz vi a nebulosa. Acontece que elas são muito pequenas e portanto parecem estrelas. Fica a dica para observar estrelas meio redondas pois podem ser as nebulosas planetárias que você busca.

Fico por aqui, creio que até o final do ano devo fazer mais um encontro em campo. Pela cidade vou observando e estimando variáveis.

Abraços amigos,

Renato

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Agradável Conjunção Lua Nova, Vênus e ?


Amigos, escrevo para compartilhar esse pequeno momento de apreciação que me aconteceu por acaso.

Ontem ao sair para caminhar por volta das 18 horas, ainda com luz diurna presente, ao olhar para o céu me deparei com uma conjunção que não esperava. Estava certo de ver a lua Nova, Vênus e outra estrela muito brilhante a qual não consegui identificar por falta de referências próximas. Vênus estava com um brilho surpreendente e distava da Lua em aproximadamente 6º.

O que achei curioso foi a sensação que tive ao observar essa conjunção pois a cada vez que olhava tinha uma impressão de proximidade muito forte. Foi como se os três astros estivessem na proximidade de um avião em baixas altitudes. Talvez a proximidade dos astros tragam algum tipo de ilusão de ótica ou mesmo pode ter sido um sentimento particular naquele momento contudo foi sem dúvida muito prazeroso.

Ao voltar para casa com céu mais escuro, uns 40 minutos depois, olhei para a mesma região porém a estrela não identificada já havia sido engolida por nuvens. Posteriormente olhei no mapa eletrônico que utilizo (Mobile Observatory) e neste vi que era nada menos que a belíssima estrela Aldebaran.

São momentos assim que me fazem apreciar observações dotadas de simplicidade pois trazem tanto prazer quanto outros métodos e um prazer muitas vezes diferenciado. Não foi a primeira vez que tive visões diferentes no crepúsculo, talvez os resquícios de luz diurna geral efeitos visuais mesmo em astros tipicamente observador noite adentro.

Hoje a Lua ainda estará próxima dos dois astros mencionados, a quem interessar dê uma olhadinha para o céu assim que anoitecer, só não pode olhar dirigindo!

Conjunção Imagem




Fonte de algumas informações:

http://www.ibahia.com/a/blogs/estrelas/2015/04/21/efemerides-astronomicas-de-21-a-30-de-abril-de-2015/

Semper Observandum

Renato

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Nova de Sagitário 2015 No.02

Caros amigos,

Após várias tentativas frustradas, por conta do céu fechado, acordando de madrugada para observar a brilhantíssima Nova SGR 2015 NO.2 finalmente consegui apreciar o brilho dessa estrela pra lá de curiosa. Já sabia que estava muito brilhante pois li sobre a observação feita de um amigo no Rio de Janeiro onde o céu está dando uma trégua para as observações.

Foi a primeira vez que observei uma NOVA. Em outras ocasiões até recebi o reporte avisando mas quando conseguia ver o campo a nova esta já havia se apagado.

Dia 06 de abril as 5:35 da madrugada, pouco antes de ir ao meu primeiro dia no trabalho novo, percebi que o céu estava aberto e corri para ver onde estava Sagitário, para minha surpresa, naquele momento estava no zênite e de posse apenas de binóculo, que nesta ocasião foi mais que suficiente para observar a nova, vislumbrei o brilho branco azulado, apesar de na Sky & Telescope falar amarelado, da estrela que antes de se mostrar fortemente visível mantinha magnitude 16,2 que é fora do alcance da maioria esmagadora dos telescópios amadores.

Através da carta de busca criada por uma amiga no site da AAVSO pude medir seu brilho e estimei magnitude 4.4. Um salto gigantesco se comparado ao seu brilho rotineiro.

Meu local de observação foi no meio da cidade onde moro, região sul do Distrito Federal, com bastante poluição luminosa e percebi que ao observar com vista desarmada lá estava a nova, bem nítida com visão direta.

Não por menos a Sky & Telescope publicou uma reportagem com o título "Nova Sagittarii: Naked-Eye Bright Again!"

Link da reportagem: Nova Sagittarii: Naked-Eye Bright Again!

Imagem da reportagem:



Normalmente as novas "explodem" uma camada exterior pelo excesso de gás de roubam de uma estrela irmã, mas elas brilham fortemente e logo o brilho cai. O caso dessa nova é diferente pois ela está oscilando e seu brilho sobe e desce no decorrer de dias. Está sendo observada por diversos astrônomos do mundo todo, no momento de escrita desta postagem já continha quase 550 observações registradas de 82 observadores espalhados pelo mundo.

Vamos acompanhar e ver se ela vai brilhar ainda mais!

Estimativa já enviada para AAVSO.



Seguem cartas de busca para a nova, perceba claramente o "bule" na primeira carta, a segunda é uma aproximação do campo.




Abraços

Renato